O mesmo xerife em Fortaleza.
Enfim o bang-bang
das eleições municipais de fortaleza se encerra e o pleito culmina com a
vitória do candidato a reeleição Roberto Cláudio do partido PDT. Este levou um
total de 53,57% dos votos válidos contra 46,43% do candidato do PR Capitão
Wagner. Resta-nos agora acalmar os ânimos e repensar nosso papel político como
cidadão. Tendo em vista o vício nefasto de sociedade puramente telespectadora-maldizente criada sob o
costume vassalo de mais assistir a programas de televisão do que ler livros e
jornais. Precisamos com urgência
prolongar nosso interesse pela campanha política, a aprender a usar nosso senso
diário de participação coletiva no acompanhamento pari passu dos novos prefeitos.
Na sua
campanha, e diga-se expressiva campanha, rumo ao paço municipal o deputado
capitão Wagner aceitou o desafio de propor soluções em uma área que segundo a
carta magna é de reserva do poder estadual. A segurança inegavelmente está um
caos, já somos, sem orgulho, a 12ª capital mais violenta do mundo, e a mais
violenta do Brasil segundo estudo publicado pela ONG mexicana "Seguridad,
Justicia y Paz, neste link.
Para
cientistas políticos, o candidato Capitão Wagner pecou ao associar
excessivamente suas propostas a uma temática que visivelmente pouco pode sofrer
intervenções do chefe municipal.
O candidato vencedor tem seus méritos. Entregou algumas obras que apreciadas pelo surrupiado caminhar de cidadão brasileiro tínhamos como bolsões de desvio de dinheiro e má qualidade. Este acerto inclui novas avenidas com estrutura de qualidade nova, corredores exclusivos de ônibus, ciclofaixas para bicicletas, creches e escolas de tempo integral, essas últimas inovam ao adotar um modelo que une ensino regular e qualificação técnica para os alunos.
O candidato vencedor tem seus méritos. Entregou algumas obras que apreciadas pelo surrupiado caminhar de cidadão brasileiro tínhamos como bolsões de desvio de dinheiro e má qualidade. Este acerto inclui novas avenidas com estrutura de qualidade nova, corredores exclusivos de ônibus, ciclofaixas para bicicletas, creches e escolas de tempo integral, essas últimas inovam ao adotar um modelo que une ensino regular e qualificação técnica para os alunos.
Vivemos tantos
anos acumbranhados por uma cínica
atuação governamental que quando surge um sujeito que faz alguns mínimos
projetos de cunho social e urbano o cidadão fortalezense sente-se aliviado,
melhor traduzindo; valorizado em suas necessidades.
Há muito a se mexer nessa cidade
e o desemprego começa a bater a porta de muitos fortalezenses aumentando mais ainda a tensão por mudanças. Acredito que
todos esperam uma segunda gestão mais qualificada, uma melhor e mais visível ação
em torno de temas como a valorização de centros históricos da cidade, um redesenho
negocial para o centro de fortaleza além
de um upgrade na cereja do bolo de nossa cidade que é turismo.
Em 31/10/2016
