sábado, 29 de outubro de 2016

POESIA 1 - JOÃO NINGUÉM

Joao Ninguém

Conquistou a menina com sua sina
Sua natureza revelou a obra prima da vida
Seus gritos mudos, interpretados pelos zóios...
Encantou –cantou Djavan- para a  prima da avenida
Teu nome pouco importa, a casa? Não guarda.
O dinheiro não paga, a força não rouba
O que João ninguém pode laurear à priminha ?!
Só o amor que torna anjo plebeu, ateu só por rima
O céu geme calado ao encenar o fim da dança à terra
Volta à idade-pedra, e se vê joão e prima naturados
Pelas valas da vida implacáveis sonham como quaisquer meninos
Apontam tudo como posse, como eternos se entregam

Como deuses ao destino.

dia desconhecido


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