sábado, 29 de outubro de 2016

POESIA 2 - NOITE  -  A LAMPARINA AFAGA

É na noite que a gente se cala
e a mente resvala
Os estilhaços de nosso dia.
Noite escura, universal, gratuita
O melhor programa do natal.
As estrelas, as cores dançantes, embria..
gadas que como latas derramadas pitam
A tele celeste. ironia
Palco da vida de binóculos de moradores
Longe, prédios bem distantes, bem
Perto do sem-fim, escritórios vazios.
Namorados tácitos, bêbados, advogados
Todos com igual direito de assistirem, e
Sentirem a madrugada, hoje fria
Noite sinfonia. A sinfonia do cri-cri
dos grilos, a melodrama da cigarra, o bate asa
do galinho, noite do tum-tum do coração...      
noite de tudo acontecer, de ets na zé de Alencar
a Robinho furtando tvs

  

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